
Garça sediou a Fase Regional em Dança com a participação de 08 grupos e um total de 100 bailarinos concorrendo .A cidade de Ourinnhos venceu com o grupo Cia. Experimental os Guardiões, seguida por Assis Grupo Body Hits e Garça comtemplada e m terceiro lugar com a belíssima coreografia contemporânea da garcense Laura Gimenes.
A Hora e a Vez da Literatura
A cidade de Tarumã receberá no dia 30 de outubro os candidatos à Fase Regional na área de Literatura : contos , poesias e crônicas .
Cinco Garcenses : Letterio Santoro , Silvio Felipe , Leonor Zago , Fagner Sitta e Veridiana Sganzela concorrem apresentando seus trabalhos .
Confira ,abaixo ,os trabalhos selecionados na Fase Municipal por meio de Comissão Julgadora formada por :
- Rodolfo Arruda Leite de Barros:
- Doutorando em Ciências Sociais pela UNESP-Marília. Mestre em Ciências Sociais pela UNESP (2007), bacharel em Filosofia (UNESP) e Direito (UNIVEM). . Na área de Sociologia tem-se especializado em Sociologia Contemporânea, Teoria Social, Teoria Crítica, Epistemologia das Ciências Sociais e Teoria Sociológica. Administrador d Blog literário – www.redundancias.wordpress..com
- Roberto Reis de Oliveira:
- Doutor em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo, tem Graduação em Comunicação Social – Jornalismo pela Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicaçação/Unesp/Bauru. É docente do Curso de Comunicação Social e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade de Marília. É editor da Revista Comunicação: Veredas, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade de Marília. Faz parte do Banco de Avaliadores do Instituto Nacional de Ensino e Pesquisa "Anízio Teixeira" – Inep/MEC. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Teoria e Sociologia da Comunicação, Métodos e Técnicas de Pesquisa em Comunicação,Mídia Regional e Orientação de Projetos Experimentais/Trabalhos de Conclusão de Curso. Pesquisa os fenômenos e as configurações da mídia regional e local. Publicou artigos em periódicos nacionais e internacionais sobre o assunto.
- Nancy Guanaes Bonini:
- Possui graduação em Letras Vernáculas e Inglês pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, graduação em Pedagogia pela Universidade de Marília e com Mestrado em Educação pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Desenvolveu atividades docentes e de capacitação de pessoal em serviço na educação pela Delegacia de Ensino de Garça.É professora da Faculdade de Tecnologia de Garça (FATEC) desde a sua implantação em Garça e responsável pela implantação do Curso de Tecnologia em Produção. Atualmente coordenadora do curso de Tecnologia em Mecatrônica Industrial. Tem experiência na área de Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: leitura alfabetização, literatura infanto-juvenil, leitura e aprendizagem, Língua Portuguesa, Língua Inglesa e desevolve e coordena o Projeto de Alfabetização de Adultos (Escrever e Ler : Educação Básica) FATEC-Garça. Participa do Grupo de Contadores de Histórias PIRLIMPIMPIM, Garça – SP, com o objetivo de estimular a audição de histórias e incentivar o gosto pela leitura
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POESIAS :
- CAOS HUMANO-Autoria : Silvio Felipe
Como ser humano
Desenho planos de salvar-me
Medianos planos
No meio dos anos
E por séculos e séculos; arróto solidão
Como um ser humano
Destruo o ambiente
Alimento-me do medo do meio ambiente
Poluo os mares, os lares, os cálices
Vértice e vórtice do mundo são
Mundo cão, mundo “cumpadi” sentado na porta da solidão,
Poluo as costas, encostas ,os oceanos
Derreto as geleiras com o gás da minha geladeira
Funciono minha enceradeira com o afeto que se encerra
Em meu peito juvenil
Sou um “patridiota”
Mato o meu semelhante com tiros em escolas porque não
Soube amar
Afasto a dor e causo dor
Não sei amor
Matei o urso polar
Matei os índios americanos
Catequizei os índios brasilis
Sou um ser humano
Não reconheço a mãe áfrica
Ignoro ser negro, branco, amarelo
Prefiro ver novela, não enxergo favela
Só afivelo meu ”sinto” no meu umbigo universal do reino de deus
Quanto ódio eu gero antes de beijar?
Quantos tapas dou antes de tapar meu braço?
E calar minha voz de ódio
Quão odioso sou. mato e não como
Corro e não venço
Sou uma prateleira de prozacs, rivotrils,olcadils
Estou dopado de felicidade
Dopado de certezas
Dopo minha alma para que ela não sinta dor
Não quero ver a vida
Não quero respeitar a vida do outro
Quero vencer, ter um carro caro
Um pulmão cheio de catarro e poluição
Vou queimar toda a amazônia
Em minha lareira de madeira colonial
Vou queimá-la antes que o homem das Américas a faça de quintal de sua casa embranquecida
Sou um ser humano
Vou ter filhos para deseducar
Vou colocar nomes neles cujos quais nem sei pronunciar
Jenifi, carolaine, jamis, mikail jacks com “bousa famia” garantida
Não sei para quê vim aqui
Não sei aonde vou depois daqui
Só sei que estou aqui e aqui ficarei
Até o fim, até enxergar o fim
Mas, não há de sobrar nada
Mas, não há de sobrar nada
Pois eu vou quebrar tudo, eu vou, eu vou
Pois eu vou quebrar tudo, eu vou, eu vou
Alguém pode me ensinar amar? A não ser eu
Alguém pode me ensinar a perdoar? A não ser eu
Alguém pode me ensinar a proteger a natureza? A não ser eu
Estou numa rota de colisão
Estou morrendo de ódio na escola sem saber
Eu preciso me reconhecer em mim mesmo
Eu preciso aprender a ser semelhante
Quem poderia me ajudar a importar-se com minha pátria mãe gentil
Gentilezas à parte
Quero colo, quero solo, quero útero de novo
Preciso renascer homem bom e justo
Quero poesia, quero arte quero o coliseu (Eros e Apolo)
Ser humano inteiro
Ser mortal enquanto duro e imortal quando morto
Posto que eu seja humano
Nascer de útero novo
Recomeçar a ser renovo
Renascer de mim.
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- Soneto ao Pôr-do-Sol- autoria :Fagner Roberto Sitta da Silva
Astro rei já baixou no firmamento
trazendo cores quentes ao poente,
e com nuvens varridas pelo vento,
antes que a grande escuridão se assente.
Enquanto isso, nutria o pensamento
de que somos pequenos, nada frente
a este espetáculo do movimento
do grande astro que segue indiferente.
Tudo mergulhará na solidão,
mas com luzeiros mil pela amplidão,
num lusco-fusco sobre o breu profundo.
E escurece… mas fico inda pensando
que em minha terra Deus está pintando
os mais belos crepúsculos do mundo.
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- Mulher – autoria Leonor Zago
Quando a onda chega na praia
Estoura com magia em brancas espumas
Vem doce, faceira com encantos que murmuram
Saciar a natureza bem sonora e delicada
Em estado de prece, fecunda…
Deixa no ar o efeito feroz da maresia matinal
Que cobre com encanto o poema do poeta
Pois, transfigura em doces rimas o retrato da mulher
Na alma que renasce com o brilho da aurora
Que invade fogosa e trêmula…
No esplendor do sorriso do fidalgo
E se afoga na doçura murmurante
Onde fascina o lirismo que ali desperta
Em profundo êxtase na melodia do amor
Como cobrisse a terra num gesto triunfal
Na conquista da ternura tu acolhes
Com sabedoria apresenta a mulher
Vieste serena em delírio para transformar
Seus efeitos misteriosos que enobrece
O toque que repousa a Deusa inspirada,
Mas que em seus braços embala o segredo
De se sentir e descobrir Mulher.
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CRÔNICAS:
MEU GRANDE QUARTO DE BRINCAR
“São mitos do calendário / Tanto o ontem como o agora / E o teu aniversário / É um nascer toda hora” (Carlos Drummond de Andrade)
Esses dias ouvi uma expressão, também drummondiana, que me chamou muito a atenção: fixação sentimental. Acreditoque isso resume perfeitamente todo esse oitentismo e saudosismo que eu sempre sinto. Imagino que quem convive comigo deve estar farto dessa minha mania de ficar remexendo o que já foi, mas dessa vez vou tentar não aborrecer ninguém, mas sim fazer uma pequena homenagem a um lugar que marcou bastante um bom pedaço dessa minha curta vida de 30 anos: a loja A Eletrônica, que um dia foi do meu avô Antônio Sganzela (e também, por um tempo, do seu amigo e sócio Nelson Kerges), e depois do meu tio Carlão. Um pouco diferente das recordações precisas e históricas da minha mãe, o que eu tenho são lembranças de criança, são momentos que me remetem às tais fixações sentimentais.
Eu nunca levei aquela loja a sério. No bom sentido. Quando criança, eu nunca a vi como uma casa de comércio, muito menos como um local de trabalho. Eu a via realmente como um grande quarto de brincar, com suas prateleiras lotadas de bonecas, bibelôs, panelas, potes, potinhos, potões, ferramentas, talheres, vasos, jarras, porta-isso, porta-aquilo… Para mim tudo era brinquedo. Talvez as coisas com as quais eu nunca tenha brincado foram com os violões, porque eu era pequena demais para segura-los, porque eles ficavam pendurados lá no alto ou porque meu tio sabia que violão em mão de criança arteira não prestava. Mas confesso que “testei” muita coisa daquela loja – desde aqueles jipinhos com pedais até aquela pistolinha de acender o fogão, o Magiclick. Aliás, era só botar um Magiclick na minha mão e eu tinha diversão garantida durante boa parte da tarde. Como aquilo tinha mesmo forma de pistola, eu me sentia “a justiceira” atirando nos homens maus.
E antes que a minha prima Evelyn diga que eu me esqueci dela, não tinha como esquecer, pois bastava a gente se encontrar na casa da minha avó para que ela viesse com essa: “Vamos brincar de lojinha?”. Aí as duas pirralhas ficavam transitando pela Eletrônica fingindo que uma era a atendente e outra era a “madame” que comprava. Mexíamos na caixa registradora para darmos nossos trocos imaginários, usávamos retalhos de papel de presente para fazermos as notinhas e acabávamos com as fitas, daquela quase secular, máquina de escrever (Remington? Royal? Não tenho certeza). E tudo isso em meio ao entra e sai dos fregueses de verdade. Eu não sei como o meu tio tinha paciência. Eu não teria! Mas o meu nonno já não era tão tolerante, porém até das suas broncas achávamos graça.
A gente só dava um tempo de atazanar na loja quando era hora de tomar café na casa da dona Valentina – a loja e a casa da minha avó eram literalmente grudadas, o que aumentava ainda mais as possibilidades para inventar brincadeiras. Creio que eu só não bagunçava com as imagens dos santos, talvez por medo de ser castigada, porque de resto, em tudo eu mexia, em tudo eu fuçava.
Dentro daquele prédio de número 168 na Rua Heitor Penteado, eu me sentia dentro de um outro mundinho; tudo eu queria ver, em tudo eu queria botar a mão. E cada brincadeira, cada tilintar daquela velha e bela caixa registradora, cada vez que a loja funcionava à noite nas semanas que antecediam o Natal, cada passa-fora do meu avô, cada piadinha do meu tio, cada reencontro com os primos, tudo isso traz à minha memória, não apenas a imagem empreendedora de uma família, um estabelecimento respeitado ou um nome que foi se consolidando através dos anos, mas especialmente me leva de volta à minha “Disneylândia” – a melhor e única que eu poderia querer.
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- Anjos Rebeldes-Leonor Zago
Época dos anos 60, jovens com novos anseios, expectativas, projetos em mente. Quando adolescente, eu jamais poderia esquecer de fatos marcantes que registraram esta fase de estudos no colégio Santo Antônio.
Relembro com alegria de alguns personagens desta época, é emocionante e surpreendente reviver certas ações que as jovens demonstravam em nossa fase estudantil.
Enquanto revelo, sinto a emoção desta presença de atitudes que cunharam de Anjos Rebeldes. Algumas curtiam os artistas da época, carregavam nas alças de seus uniformes a foto de Elvis Presley. Quando a irmã descobria, corria com o sino na mão até o banheiro do colégio e lá se escutavam a descarga “Vrum!” Lá se ia nosso Elvis. Pulavam o muro da escola em sinal de protesto e eram atuadas com deveres e penalidades. Nunca me esqueço que no dia do desfile cívico notava nos uniformes das alunas que suas medalhas de Santo Antônio estavam de ponta cabeça, promessa esta para arranjar um lindo namorado.
Em nossas aulas, quando o professor lecionava, num momento virava suas costas, as alunas imitavam seus gestos e ao virar para as alunas, estas mantinham suas maneiras e postura.
No laboratório durante as aulas de química eram terríveis os Anjos Rebeldes, pois em experiências realizadas furavam com ácido a sola de seus sapatos, e no momento em que se usava o retroprojetor no escuro, faziam sombras com as mãos, encenavam coelhos, borboletas, patos, cachorros e outros. Neste laboratório atrás da porta existia um esqueleto que era conhecido como Rogério, este era muito famoso e querido pelas alunas deste colégio, até se comentava que ele era muito charmoso.
Durante o recreio nunca me esqueço que sempre existia alguém de olho em minha maçã, pois queriam trocar de lanche.
Nas aulas de Educação Física demonstravam habilidades de ginástica, mais encenavam do que realizavam os exercícios.
Relembro-me de uma aluna muito especial, pois era a aluna que mais se dedicava nas festividades escolares, como quermesse e outros eventos.
Estes Anjos Rebeldes, em suas atitudes eram verdadeiros “mestres em arte”, mas que quando necessário demonstravam união e a solidariedade.
Certa época perdemos uma grande amiga que faleceu depois de nossa formatura. Foi emocionante e marcante a manifestação de carinho neste velório. Fiquei comovida pela demonstração das emoções de todas as alunas. Como os Anjos Rebeldes marcaram época com seus feitos.
Quando a escola saia em desfile se destacavam como a melhor escola da cidade em postura, uniformidade e pela manifestação harmônica de nossa fanfarra. Em competições de jogos regionais ou locais, ganhávamos troféus, pois demonstravam grandes talentos. Em concursos de poesia, salientavam a força lírica demonstrando a visão literária inserida na época e na realidade apresentada. Quando havia manifestação na capela desta escola era grande a demonstração de religiosidade conduzida pelas alunas a cada término da oração se ouvia um som estridente: “Amém, Amém!!”.
Fatos marcantes que não me saem da memória, é que hoje estas personagens se tornaram os verdadeiros heróis da nossa realidade social.
Anjos Rebeldes que nas páginas de nossa história deixaram registradas no palco da vida o sentido de uma época inserida na razão da consciência de uma adolescência muito vivida e curtida.
Gostaria de dar ênfase a esta época, pois na janela do tempo ficaram marcas de uma juventude que soube viver alimentando as emoções com as passagens de uma vida suave e bela, em controvérsia às violências, mortes, drogas, mas na maneira sincera de viver e ser feliz.
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– “E não é que as duas meninas apanharam a chave da casa e adentraram com facilidade? Sabe como é em cidadezinha do Interior: deixa-se a chave debaixo de um vaso e sai-se sem preocupação. As duas amigas não tinham mais do que dez anos, mas elas queriam conhecer aquela casa por dentro, já que era tão linda por fora. Estavam tão curiosas quanto os súditos populares da rainha da Inglaterra em percorrer as instalações do castelo de Windsor. Fechada a porta, as duas crianças sentiram-se as próprias filhas da dona da casa, ou do palácio, que era onde elas imaginavam se encontrar, logo que passaram a porta.
“Primeiro, tudo parecia brilhar, tantos os espelhos e cristais que seus olhos depararam na grande sala. O lustre fascinou-as de tão lindo. Por não terem muito tempo, elas precisaram se apressar. E por descobrirem tanta coisa para ver e admirar, queriam aproveitar ao máximo. Na sala enorme, quantas estatuetas que, diante dos espelhos, pareciam multiplicar-se! Quiseram pegá-las: que perfeição! E viram-se a si mesmas. E gostaram de se ver refletidas. Mas sentiram o contraste de suas vestes com as das filhas da dona da casa.
“E correram para os quartos. Mexeram até encontrar os vestidos…da senhora. Meu Deus, que tecidos! Que estampas! Apressaram-se a vesti-los com um prazer indescritível. E desfilaram diante dos espelhos do quarto com aquela indumentária ao mesmo tempo chique e ridícula, pois as roupas lhes iam até os pés. Elas, porém, com os colares e outras jóias que acharam em lugares escondidos, sentiram-se, por alguns instantes, duas princesas, preparadas para sair com a rainha de carruagem. E com aqueles trajes, e rindo de felicidade, sem palavras, mas com muita emoção, dirigiram-se à cozinha da mansão.
“A cozinha era, com a copa, muito maior que suas casas de madeira. E foram abrindo, mais com pressa que com fome, a enorme geladeira, recheada de delícias de todo tipo. Avançaram nos danoninhos que se empilhavam ao lado do pudim, do leite e da comida. Que delícia! Que abundância! Que variedade! Arrebentavam os copinhos, e sorviam com voracidade o líquido que lhes caía das bocas, e se derramava pelos vestidos de luxo, sujando as preciosidades de ouro e os anéis de brilhantes. Maria e Joana, a branquinha e a negrinha, riam a mais não poder, inebriadas pela aventura inesperada, pelas surpresas indizíveis, pelos prazeres experimentados.
“Com ricas tiaras nas cabeças, as meninas puseram-se a desfilar da cozinha de volta para a sala dos espelhos, onde tornaram a se admirar. Aí viram que eram crianças bonitinhas, como as filhas da dona da casa. Pena que elas não podiam andar de bicicleta como aquela! Depois se despiram das vestimentas, ajeitaram-se e, com cuidado, saíram pela porta da frente. Começava a noite. Protegidas da luz pela escuridão de uma árvore, lá fora ainda atiraram ao chão, como inúteis, os penduricalhos ricos que a senhora pôde reaver com certo alívio.”
- “E o que aconteceu às crianças, Sônia, conte para mim. Aposto que foram denunciadas, fez-se boletim de ocorrência, abriu-se processo no Fórum, e elas, com os familiares, tiveram de comparecer diante da Justiça”.
- “Exatamente. Que pena! A dona da casa, uma professora, não entende nada de crianças. Só pensa nos seus bens. Uma palavrinha dela às meninas seria mais proveitosa que o BO na Delegacia. Agora elas não vão à escola, por vergonha das colegas. Mas, de qualquer maneira, ambas jamais deixarão de se lembrar daquela aventura inesquecível.
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A Prefeitura Municipal agradece a participação de todos escritores e que bons resultados preecham esta experiência .
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